Uma mulher negra vestida com
avental faz tranças no cabelo de uma adolescente também negra com cabelos
grandes enrolados para cima, enquanto todos dormem.
E logo acordam em movimentos descompassados, se trombando, alguns rindo, todos com respiração ofegante e olhar vazio. Tentam impactar com aquelas barrigas que criam vida e aqueles olhos que só veem as testas de quem os enfrenta.
Quando as luzes apagam, os passos surtem mais efeitos, por que aqueles passos pesados tremem na vulva sentada no chão, com os lábios bem abertos e apoiados. O som é a única coisa que entra.
De repente em círculo voltam para casa e se deitam, fazem um sexo frágil, se tocam fracamente.
Uma mulher negra é sugada por esses que fazem sexo, ela grita: meu corpo é visto assim, eu entro na casa branca assim e saio. E ela realmente sai
entrando numa fresta escura que não se pode ver onde vai dar.
Um pó branco é sugado por narizes brancos lá em cima, enquanto reafirmamos nossa resistência, o lugar do avental, do quarto, do meu texto na carta para o amigo. Subverte em um corpo andrógino que não é nu. Nunca poderá ser nu. Um pó cinza é sugado de corpos negros lá em baixo, enquanto olhamos o reflexo da nossa existência em sangue. Eles se molham na religião, olham na testa de quem os enfrenta e morrem.
E logo acordam em movimentos descompassados, se trombando, alguns rindo, todos com respiração ofegante e olhar vazio. Tentam impactar com aquelas barrigas que criam vida e aqueles olhos que só veem as testas de quem os enfrenta.
Quando as luzes apagam, os passos surtem mais efeitos, por que aqueles passos pesados tremem na vulva sentada no chão, com os lábios bem abertos e apoiados. O som é a única coisa que entra.
De repente em círculo voltam para casa e se deitam, fazem um sexo frágil, se tocam fracamente.
Uma mulher negra é sugada por esses que fazem sexo, ela grita: meu corpo é visto assim, eu entro na casa branca assim e saio. E ela realmente sai
entrando numa fresta escura que não se pode ver onde vai dar.
Um pó branco é sugado por narizes brancos lá em cima, enquanto reafirmamos nossa resistência, o lugar do avental, do quarto, do meu texto na carta para o amigo. Subverte em um corpo andrógino que não é nu. Nunca poderá ser nu. Um pó cinza é sugado de corpos negros lá em baixo, enquanto olhamos o reflexo da nossa existência em sangue. Eles se molham na religião, olham na testa de quem os enfrenta e morrem.
O corpo é tanto, que é capaz
de ser um muro. Um corpo é tanto que é nada.
Sentada em vidro, a visão é cortada. Facas que corroem toda experiência dilacerada em uma pipa irreconhecível no céu, uma nuvem que não diz nada, um texto que coloca sua cabeça baixa, sua lombar para dentro, um músculo fraco nada anestésico em momentos de dor. Uma mente que balança dentro do crânio e não vai além do aristoteles, por osmose você associa todos aqueles cânones, já dentro de você, você nasceu e eles já estavam dentro.
Morreram, mas te olham na fotografia, vão nos seus sonhos, te dão filhos e conselhos. Se materializam na escultura, um corpo muro-nada. Uma réplica grega, latina, guarani, da bíblia, do alcorão, dos orixás. Subverte em um corpo andrógino que não é nu. Nunca poderá ser nu.
Sentada em vidro, a visão é cortada. Facas que corroem toda experiência dilacerada em uma pipa irreconhecível no céu, uma nuvem que não diz nada, um texto que coloca sua cabeça baixa, sua lombar para dentro, um músculo fraco nada anestésico em momentos de dor. Uma mente que balança dentro do crânio e não vai além do aristoteles, por osmose você associa todos aqueles cânones, já dentro de você, você nasceu e eles já estavam dentro.
Morreram, mas te olham na fotografia, vão nos seus sonhos, te dão filhos e conselhos. Se materializam na escultura, um corpo muro-nada. Uma réplica grega, latina, guarani, da bíblia, do alcorão, dos orixás. Subverte em um corpo andrógino que não é nu. Nunca poderá ser nu.
Nenhum comentário:
Postar um comentário