Encontro com o estrangeiro. Um carro passa numa rua mal
asfaltada que nem a palavra passa de poesia. Que fosse do rio até se formar
atlântica, a menina que dorme com você. O canavial vão devorando. Plantou sua
casa, pouco espaço é preciso. O homem a sete palmos será enterrado. E dessa
cova sai uma voz. Encomenda um alto de natal. Severina, leite em pó é difícil
defender com palavras da vida. Eu sou sua presença viva. Nunca imaginei esse
rendimento, compreende, compreende, compreende. Dirige ao sentido. Pão,
cadeira. Tristeza, melancolia. Doce de flor. Sem leite e estrita. Aceta,
demonstra a explosão, como domar com mão serena. Traz escondida o extremo sem
perfurar sua flor. Coisa diferente. Coisa. Denota sabor. Ontem, talvez hoje,
recebi um recado: vovó no céu. Isso não quer dizer nada, não posso ir lá.
Plantei minha casa. A menina batia a porta, antes apenas olhava em silêncio,
como uma ladra. Apenas para ver o que eu fazia. Eu estava sentado no sofá
olhando a parede branca e meu próprio reflexo. Ela, de repente bateu a porta.
Eu olhei assustado e fui negligencia-la. Ela sorria, como uma escravizada. Você
diz sim ao meu dote. Menti, eu não estava olhando meu reflexo em nada, estava
pensando em você, em ontem à noite. Sorriu. Fácil de se enganar. Ela me oferecia
leite, era em pó. Não havia vida, eu precisava de água. O leite era vermelho,
ela vermelha também. Nos tocávamos, com precisão, sem
pensar. Era possível e fácil tirar sua casca. Aquela máscara de cabelos lisos,
uma mulher domável, uma foto com um chinelo virado, que sabor tem aquela curta
imagem de gostos, quem se interessaria ao seu gosto? Um espelho de todos é
exposto, você pode tocar ou não, pichar ou não. Entre o sim e o não, passos
entre as pernas de um homem, espaço limitado o seu. Um caixão menor, por favor.
Não há espaço para o seu corpo nesse cemitério, favor levá-lo ao centro de
atendimento caixa. Aguarde lá, tem água sintética, chupe o resto de leite em pó
que sai da sua companheira. Use seu seio como você usa o controle do seu jogo.
Sabendo por exemplo que tudo acabe, uma traição seria algo geral, e por que eu
me arriscaria? Porém, a possibilidade de escolher um guaraná gelado é uma
dificuldade no ponto de ônibus, a estatística é muito boa só que é racional.
Razão, de nada serve ao amor. Eu não escolhi e não estava preparado. Fechei a
porta solidária. Não existe conexão afetiva e eu não escolho nada. Muito é
muito ruim. Quebrei. Uma ostra diz: lala. Máxima brega enquanto dura, vale a
pena. O canavial vão devorando. Uma luz no espírito, que espírito? Sem sal dos
pesares. Acaba em batatas. Cinco pis, quebrada na rua, olho do céu ou do
bueiro. E eu adoro olhar do espelho. Sem significar nada, mas sendo mais
importante que tudo. O quesito ético dói na cabeça de um julgador. Egoísta
martirizado na explicação. O fogo na pele branca, eu quero ver. Interativo
categórico, calor. Carrega sua pessoa na sua pessoa, que pessoa personifica o
que. Qual massa, qual bem-estar. Entrei pela porta solidária. Queria ser única.
Mas você, aceitava qualquer ruim que se mostrava. Com o tempo percebi. E deixei
que os nossos sapatos resolvessem por mim. Cada pessoa que passava, cada sapato
sob ela me dizia algo. E assim percebi. Meu corpo é uma porta solidária, e os
sapatos que passam apenas passam para assim dar lugar a outros. O exaustivo
ciclo de nascer e morrer.
A internet não tem relevância alguma para uma escrita ficcional apenas interessada em expressar verdades por meio da observação e da introspecção, diz Will Self. Bem vinda entidade humana antigamente chamada: “o leitor”.
sábado, 27 de julho de 2019
Obá, tá todo mundo louco
Obá, tá todo mundo louco
Será quem viu
Mania de favela
Diz que a anos
Dá
Mas ninguém viu
Do riso louco
A cara escrachada
A miss brazil
É a ponta do fuzil
A ponta da lança
Todo mundo riu
Aqui não tá quem votou
Aqui só tá quem gozou
Agora chora.
Tentativa LatinaAmericana
Prazer, Chileno
Silêncio, o que está acontecendo aqui?
Pés fixados no chão
O suor se desgarra.
Observe as montanhas.
O suor quente se esvai
No corpo de uma mulher
O suor escorre
Imaginação ardente.
Em constante conflito com suas ideias.
Impetuosa
Tudo te leva ao silêncio
Posição confortável?
Sou a pior no que faço de melhor
E insisto
É difícil de achar
Eu tento,
E persisto:Olá, Olá
Silêncio, o que está acontecendo aqui?
Pés fixados no chão
O suor se desgarra.
Observe as montanhas.
O suor quente se esvai
No corpo de uma mulher
O suor escorre
Imaginação ardente.
Em constante conflito com suas ideias.
Impetuosa
Tudo te leva ao silêncio
Posição confortável?
Sou a pior no que faço de melhor
E insisto
É difícil de achar
Eu tento,
E persisto:Olá, Olá
entediada autoconfiante
olá, olá armação boçal
estúpida tentativa de um real
olá, olá, olá
rei.
eu sei palavras feias,
posso dize-las?
Olá, olá armação boçal
olá, olá isqueiro da multidão.
rei.
não esqueço o suor
observe as montanhas
no corpo de uma mulher
tudo te leva ao silêncio.
Rei.
eu tenho malária.
Rei.
Armação boçal autoconfiante
Posição confortável?
Sou a pior no que faço de melhor e insisto.
Rei.
Ela diz que não sou, eu digo olá vagina
e eu sou ela
Rei.
Ele disse que não,
armação boçal
eu sei um palavrão,
Rei.
Você ouvirá: armação boçal
Rei.
future-se em reflexivas pronominais,
rei. eu sei uma palavra feia.
impetuosa,
sou a pior no que faço de melhor:
isqueiro da multidão.
Tentativa de diálogo
UM- Quanto mais
eu tento falar do outro mais falo de mim. eu. sou eu. mas quero ser o outro. o
outro se vendo em mim. ou apenas eu sendo o outro em mim. o outro disse que me
via longe. eu disse: mais uma vez.
não!
DOIS- O que
você quer de mim?
UM-
não! eu não vou terminar com uma fala sua.
espera, volta.
nós podemos resolver isso
é o
é
o amor.
DOIS- não! não
fale sobre o amor dizendo o nome dele! assim você entrega tudo! que tipo de.
que tipo de texto é esse?
UM- Quem lê não
entende? Quem lê passa por isso?
eu não sei como
confio em você. eu escrevo e me exponho. crua em todas essa palavras.
DOIS- Come um
pouco de fibra.
entre as nuvens
a
dor
do menino que caiu da bicicleta
de
amar
a pipa no céu
deverá
entre as nuvens
partir.
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