segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Queimar de amor

 Queimar de amor


Queimar de amor, mas nunca juntos 

Recortes e pausas, fronteiras que colamos


proibimos 


e trazem consigo um crocodilo fumante, 

um viajante do egito, um pai educado

com livros em casa desconhecendo um opressor 

como cada parte da língua.


Na ponta

o doce da prisão

Memórias das carnes que você comeu

E dos resquícios da colônia.


A língua de contato com raízes 

Este lugar inabitável de opressão doce e cristalina

Mas quando a história de amor se endereça

A língua se entrelaça 


desmancha açúcares.


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